Ei, você! É, você mesmo, que neste exato momento está lendo este texto. Eu que sei que seu coração dói, sua cabeça se confunde. Ontem um irmã(o), hoje um estranha(o). Você ama, o coração fica refém. Sei que você pensa muito em vocês dois, teu pensamento diz: “Tenta mais uma vez”. Sei que prometeu a si mesmo que não iria derramar mais um gota de lágrima, mas te entendo, sei que seu coração não é de lata. Eu sei que a voz dessa pessoa te conforta, e o abraça dele(a) é a coisa mais animadora e que precisa neste momento. Sei que ainda tem esperança de acordar com um “bom dia”, e com um beijo na testa. Sei que trilhas sonoras são músicas infinitas de uma amizade que um dia foi feliz. Sei que eram como quebra-cabeça, assim como arroz e feijão. Desde o começo, meio, fim e recomeço. Eu sei que toda hora te dão conselhos para você seguir: “não procurar”, você não escuta essas pessoas pelo tamanho da importância, por tudo que passou, e porque de algum jeito você sente que a pessoa também compartilha do mesmo sentimento e quer voltar, pra trazer todos os sorrisos de ambos de volta. Eu sei que existem lugares que você lembra, de histórias, segredos e boas risadas. Eu sei que em cada noite você se despede dando boa noite, mas tentando achar um antídoto, e em pensamento pedindo a Deus para cuidar dele(a). Sei que se veem, mas não se olham, se lembram, mas preferem a distância e a frieza. Isso é uma amizade sem mais ou menos, apesar de tudo. Eu sei que em cada letra deste texto, você tem o mesmo nome no pensamento. Eu sei, compreendo, sei a dor que é, não culpo você. Em meio de tantos erros, pelo menos um amor justifica tudo, sempre. É tão complicado para você, porque as letras, as palavras, as frases, o texto que você nem ia dar importância, mas que parou para ler, era exatamente para você ler, e esses textos sempre trazem de volta o que queremos — pelo menos por um tempo — esquecer.
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